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A Semana Económica (20 de maio de 2013)

Data: 20/05/2013 Autor: Portal Código Postal

A semana económica resume aquilo que de mais relevante se passou nos mercados financeiros mundiais durante a semana anterior. Indica-nos também quais as tendências e expectativas para a semana que agora inicia.


A Semana Económica (20 de Maio de 2013)

Nos Estados Unidos

As políticas monetárias expansionistas agressivas conduzidas pelos Bancos Centrais, bem como os indicadores económicos divulgados pelos Estados Unidos, permitiram que, pela quarta semana consecutiva, os mercados bolsistas regressassem aos ganhos.

Nos últimos meses as ações americanas têm sido favorecidas pela política monetária ultra expansionista da FED, que tem compensado alguma fraqueza sinalizada por diversos indicadores económicos. Todavia, quando algum indicador contraria a tendência geral de desaceleração económica, os investidores reagem de forma bastante positiva, na medida em que antecipam o melhor dos cenários: uma economia a crescer de forma moderada (o que favorece o lucro das empresas), ajudada por uma ampla criação de liquidez.

Na quinta-feira, o mercado foi alvo de uma pressão vendedora, após um dos membros da FED, Presidente da FED em S.Francisco, ter referido que o Banco Central Americano poderá abrandar o ritmo do seu programa mensal de compra de obrigações, perante os sinais de que a economia está gradualmente a fortalecer-se.

Na frente macroeconómica, o mercado de trabalho norte-americano parece ter estagnado, com o número de pedidos semanais de subsídio de desemprego  a subirem ligeiramente.

Os indicadores avançados da economia, que geralmente precedem os seus ciclos em seis a nove meses, aumentaram 0,6% em Abril, superandos as previsões de economistas que se ficavam pelos 0,3%. Dos dez indicadores normalmente utilizados, sete registaram uma melhoria.

A confiança do consumidor, num estudo preliminar elaborado pela Universidade de Michigan, aumentou para os 83,7, bem acima dos 77,5 estimados anteriormente, atingindo o seu valor máximo desde Julho de 2007. Entre os vários itens que constituem o inquérito salienta-se que a esmagadora maioria dos consumidores mostra-se confortável com a sua situação financeira.

No mercado imobiliário, o Departamento do Comércio anunciou que o lançamento da construção de novas casas sofreu uma quebra abrupta (-16,5%) no mês de Abril. As previsões apontavam para um número bastante mais elevado. Este número indica que a recuperação do mercado do imobiliário poderá estar a entrar numa fase de consolidação.

No mercado bolsiste, as empresas dos sectores tecnológico, financeiro e industrial lideraram os ganhos. A JP Morgan e o Citigroup subiram mais de 5,5%, após um conhecido gestor de fundos ter indicado a Banca como um bom sector para investir neste momento. As acções da CISCO valorizara 15% após ter reportado lucros acima das expectativas.

Na Zona Euro:

A Zona Euro observou uma contracção de 0,2% no 1º Trimestre de 2013, confirmando o período mais longo de recessaõ desde 1995. A recessão dura já há seis trimestres consecutivos. A Alemanha cresceu apenas 0,1% a estimativa era de +0,3%). A França apresentou ainda piores resultados contraindo o seu PIB; o crescimento foi de -0,20%, igualando a queda ocorrida no quarto trimestre de 2012. 

A taxa de câmbio EUR/USD sofreu uma queda de 1,15%, reflexo das expectativas relativamente à evolução das políticas monetárias nos dois lados do Atlântico e conhecidos que foram os vários indicadores económicos.

Em Portugal

O mercado bolsista português sofreu uma desvalorização superior a 2%. Apesar de terem havido algumas notícias, durante a semana, que influenciaram certamente esta quebra, a melhor justificação vai certamente para o facto de muitas empresas terem iniciado, esta semana, a cotação sob a forma de ex-dividendos.

O PIB português apresentou uma contração de apenas 0.30% no primeiro trimestre de 2013. Este valor acaba por ser uma boa notícia pois foi apenas metade do previsto, e inferior à queda de 1,8% registada no quarto trimestre de 2012. Face ao período homólogo de 2012, entre Janeiro e Março de 2013 o PIB caiu 3,9%, que compara com uma quebra de 3,8% no último trimestre de 2012.

Portugal emitiu obrigações de dívida pública a seis e a doze meses conseguindo taxas de juro mais baixas de 0,811% e 1,232% respectivamente. 

No mercado bolsista, o BPI desceu 3.11% enquanto o BES ganhou 1,5%. O BES anunciou a compra de 18,9% do Moza Banco (Moçambique), passando a deter 44% daquela instituição. A Portugal Telecom apresentou uma forte quebra pois iniciou a cotação em ex-dividendo. A Altri também contribuiu para as perdas pois também entrou em ex-divendo nesta semana.

Prognóstico para a semana atual:

A forte valorização dos mercados bolsistas tem sido feita à custa da injecção de liquidez no mercado por parte dos principais bancos centrais. Os indicadores económicostêm assinalado uma desaceleração económica nos EUA e na China, assim como a continuação da contracção da Zona Euro.

Durante esta semana serão divulgados resultados trimestrais de empresas como a Portugal Telecom e a Mota Engil.

No momento atual, o principal risco para os mercados acionistas parece ser o excesso de optimismo dos investidores. Vários indicadores revelam que o nível de optimismo está em valores muito altos e estes valore costumam manifestar-se nos topos.

ÍndiceFechoVar. SemanalVar. Anual
PSI206.116-2,55%8,14%
IBEX358.5820,44%5,08%
FTSE MIB (Itália)17.6051,85%8,18%
CAC404.0011,20%9,89%
DAX XETRA8.3981,44%10,32%
EUROSTOXX 502.8181,18%6,91%
DOW JONES15.3541,56%17,17%
NASDAQ 1003.0291,61%13,83%
S&P5001.6672,07%16,92%
NIKKEI15.1383,64%45,63%
Mercado CambialFechoVar. Semanal2013
Euro/Dólar (EUR/USD)1,2839-1,15%-2,68%
Euro/Libra (EUR/GBP)0,84610,04%-4,04%
Euro/Franco Suiço (EUR/CHF)1,24840,42%3,26%
Euro/Iene (EUR/JPY)132,510,39%-13,62%
Matérias-PrimasFechoVar. Semanal2013
Petróleo (Brent)104,640,70%-1,66%
Ouro1.359,55-6,12%-18,85%
Principais Taxas de JuroFechoVar. Semanal 
EURIBOR (6 meses)0,30%0,000 
SPREAD TX JURO Portuguesas - Alemãs3,92%-0,002 
Taxa Juro Obrigações 10 anos EUA1,95%0,001 

 



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