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Como Isabel dos Santos se tornou a mulher mais rica de África

Data: 25/10/2013 Autor: Portal Código Postal

Como a princesa africana juntou três biliões num país que vive com menos de dois dólares por dia. Resumo do artigo de Kerry A. Dolan na Forbes.


Como Isabel dos Santos se tornou a mulher mais rica de África

Em dezembro do ano passado, Isabel dos Santos comemorou o décimo aniversário do seu casamento com o empresário congolês Sindika Dokolo com uma exuberante festa. Dezenas de amigos e familiares de países tão distantes como Alemanha e Brasil, foram transportados de jato particular e juntaram-se a centenas de outros convidados locais em Angola para três dias de exuberância. O convite vinha numa caixa branca, e prometia a celebração de uma década de paixão, uma década de amizade, uma década que vale tanto como cem anos…

Uma década que vale três biliões de dólares seria uma afirmação mais exata. Aos quarenta anos de idade, Isabel dos Santos é a única bilionária africana, e o bilionário mais jovem de todo o continente. Conseguiu depressa e sistematicamente tomar posse de fatias importantes das indústrias estratégicas de Angola – banco, cimento, diamantes e telecomunicações – tornando-a na mais influente empresária do país. Mais de metade dos seus bens estão investidos em empresas portuguesas cotadas em bolsa, de forma a beneficiar de alguma credibilidade internacional. Quando a Forbes, em janeiro, revelou Isabel dos Santos como bilionária, o governo angolano revelou a notícia como uma questão de orgulho nacional, a prova viva de que este país com 19 milhões de habitantes nasceu para o mundo.

Mas a verdadeira história, no entanto, é como Isabel dos Santos – a filha mais velha do Presidente Angolano José Eduardo dos Santos – adquiriu a sua fortuna. Durante o ano passado a FORBES seguiu a pista do caminho de Isabel dos Santos para a riqueza, revendo uma série de documentos e conversando com dezenas de pessoas no terreno. Pelo que pudemos apurar, todos os grandes investimentos Angolanos de Isabel dos Santos têm na sua origem uma parceria com alguma empresa que pretende fazer um grande negócio em Angola, ou empresas que necessitam da assinatura que só a caneta de seu pai pode facultar.

Para o Presidente Eduardo dos Santos esta é uma forma segura de extrair dinheiro do país. Se o presidente, já com 71 anos de idade, for deposto, poderá reclamar os bens da sua filha. Se morrer no poder, a filha tem já em seu poder o saque da família.

Isabel dos Santos recusou fazer qualquer comentário para este artigo da Forbes. Os seus representantes não responderam às perguntas detalhadas e enviadas há meses atrás. Mas na semana passada emitiu este comentário: «A Sra. Isabel dos Santos é uma empresária independente, e uma investidora privada que representa apenas os seus próprios interesses. Os seus investimentos em empresas Angolanas e Portuguesas são transparentes e foram conduzidos por reputados bancos e sociedades de advogados e ditados pelas regras de mercado.»

Apesar do forte crescimento do PIB angolano, a esmagadora maioria da população nada beneficiou dessa realidade. Cerca de 70% dos angolanos vivem com menos de 2 dólares por dia. E, segundo dados do próprio governo, cerca de 10% lutam diariamente para ter o que comer devido à seca e à negligência burocrática. Então, para onde é que o dinheiro está a ser canalizado? Começa com um presidente vitalício paranoico. O aparelho de segurança do estado (polícia e exército) consome mais recursos do que a saúde, a educação e a agricultura juntos. Muitos destes recursos estão, claramente, a serem roubados: entre 2007 e 2010, pelo menos 32 biliões de dólares provenientes de receitas do petróleo desapareceram da contabilidade federal, de acordo com o FMI, que mais tarde rastreou a maior parte desse dinheiro em paraísos fiscais. Angola ocupa o lugar número 157 de 176 nações ordenadas pelo índice de perceção da corrupção. Ocupando um nível similar a outros brilhantes baluartes da democracia participativa, como o Iémen e o Quirguistão. E foi nesse ambiente que Isabel dos Santos surgiu à tona com um património líquido avaliado em três mil milhões de dólares.

A formação e experiência em gestão empresarial veio de Miami Beach (Praia de Miami). Não! Não nos referimos à cidade americana no estado da Florida, mas a um pequeno restaurante em Luanda. Em 1997 o proprietário, Rui Barata, estava a ter problemas com inspetores sanitários e fiscais das finanças. A sua solução: convidar Isabel dos Santos, na altura com 24 anos, para sua sócia, com a intenção de que o seu nome sonante fosse suficiente para manter fiscais e inspetores longe.

Seguiram-se uma série de negócios disponibilizados pelos estado, como concursos públicos e concessões, nos quais o consórcio vencedor tinha sempre uma fatia simpática de Isabel dos Santos. Desde as licenças de telecomunicações para redes móveis, exploração de diamantes, exploração de petróleo, etc.

Para ler o artigo na íntegra: Artigo completo da Forbes (em Inglês)


 



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